|
Página Inicial l Esportes l Sociais l Polícia l Política l Geral l Humor l Poesias ! Artigos l Hotéis l Restaurantes l Comércio l Expediente l Fotos l Mapa l História |
|
Eco Torres/Litoral Ecológico Alimentos Naturais |
Curso aborda contribuição da agricultura ecológica contra aquecimento global
A capacidade da agricultura ecológica de produzir alimentos saudáveis com mais eficiência energética, emitindo menos gases de efeito estufa e ainda fixando carbono foi um dos principais temas do curso Agroecologia: Energia, Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais, realizado pelo Centro Ecológico nos dias 11 e 12 de outubro em Dom Pedro de Alcântara. A agricultura convencional – que usa agroquímicos, é responsável por pelo menos 12% das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para agravar o problema do aquecimento global.
O curso contou com a participação de representantes de nove entidades do exterior e de outros estados e teve o apoio da Estação Experimental Indio Hatuey - vinculada à Universidade de Matanzas e ao Ministério da Educação Superior de Cuba, da Cedeco – Corporação Educativa para o Desenvolvimento Costarricense e do
KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente.
Fruto da palmeira juçara é alternativa de renda sustentável para agricultores da região
Sendo uma planta nativa e importante para o equilíbrio e preservação da Mata Atlântica, a palmeira juçara (Euterpe edullis)
encontra-se ameaçada de extinção pela extração clandestina do palmito. O uso do fruto na alimentação, é uma
alternativa com grande potencial econômico e ambiental. Além de agregar valor aos remanescentes florestais da região e contribuir para a preservação da espécie, a qualidade da polpa produzida aqui é considerada superior e mais saborosa do que a do açaí da Amazônia.
Com o objetivo de capacitar os agricultores a processar este valioso fruto, o Centro Ecológico Litoral Norte estará promovendo neste sábado, 18 de agosto, na Agroindústria Morro Azul, em Três Cachoeiras, o curso processamento da polpa de açaí. O curso terá assessoria da engenheira agrônoma e Mestre em Agroecossistemas Joana Mac Fadden e está sendo realizado com o apoio KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente.
Árvores nativas são plantadas nas margens do rio Paraíso
Cangerana,
canela-sassafrás, imbira-sapo, ingá, juçara e outras mudas de árvores nativas
foram plantadas na tarde de quarta-feira, 8 de agosto, às margens do rio
Paraíso, em Três Cachoeiras, na propriedade de Martinha Becker, agricultora
ecologista. Esta é a primeira de quatro áreas da região que serão plantadas e
cuidadas com o objetivo de recompor a mata ciliar, essencial para a
preservação dos recursos hídricos.
O viveiro Guardiãs da Mata Atlântica e os plantios das áreas são atividades realizadas no âmbito do projeto
Firmando Passos em Defesa da Vida 198-MMA - implementado pelo Movimento de Mulheres Região Litorânea, com apoio do KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente.
Curso apresenta indicadores econômicos sobre produção em Sistemas Agroflorestais
O
Curso sobre Sistemas Agroflorestais - SAFs - realizado pelo Centro Ecológico
na última quarta-feira, 8 de agosto, no Centro de Centro de Formação
Pastoral em Dom Pedro de Alcântara, contou com a assessoria dos engenheiros
agrônomos Alvori Cristo dos Santos e Jorge Luiz Vivan.
Na parte da manhã, o agrônomo do Deser - Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais – de Curitiba(PR), Alvori, apresentou os resultados de uma pesquisa realizada com mil agricultores da região Sul do Brasil, sendo 54 pesquisados aqui do litoral norte do RS e do Sul de SC. A pesquisa comprovou, em números, que a produção agroecológica em Sistemas Agroflorestais é mais produtiva e rentável para as famílias agricultoras, além de agregar o valor ambiental aos produtos. Na parte da tarde, Jorge Vivan falou sobre a integração entre economia e ecologia nos SAFs.
Estavam presentes técnicos e estudantes de municípios de outras regiões, como Montenegro, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo e Porto Alegre da Desma / UFRGS – Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica da Universidade Federal do RS. Agricultores e agricultoras ecologistas dos municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara, Praia Grande e Passo de Torres (SC), representantes do MPA Movimento dos Pequenos Agricultores e MMC - Movimento de Mulheres Camponesas.
O curso sobre Sistemas Agroflorestais foi uma atividade realizada através do projeto Consolidação e Ampliação dos Sistemas Agroflorestais na Região de Torres, com apoio do KFW - Kreditanstalt für Wiederaufbau; PDA e Ministério do Meio Ambiente.
.
Agricultura ecológica = Alimento realmente saudável
Pouca gente tem idéia de quantos nutrientes diferentes uma planta que vai se transformar no nosso alimento de cada dia precisa para funcionar bem.
Bem nutrida, a planta apresentar um equilíbrio que a protege do ataque de pragas e doenças.
Alimentos desnutridos fazem bem para sua saúde?
Sendo um pouco técnico, dá para explicar que o tipo de adubação usado pela agricultura convencional – quase sempre o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), mais um pouco de correção com calcário (que tem cálcio e magnésio), não oferece ao solo – e consequentemente às plantas – todos os nutrientes que elas precisam para ficar fortes e saradas. Resultado: plantas mal alimentadas e desequilibradas atraem insetos, fungos e acabam ficando doentes. Então para evitar as doenças, a agricultura convencional usa – adivinha? Os agrotóxicos.
Por que os alimentos ecológicos são mais saudáveis?
Na agricultura ecológica, existe todo um trabalho para nutrir o solo com muita matéria orgânica. Assim, as cenouras, abóboras, alfaces, couves, bananas e outros vegetais que servirão de alimento para nós, poderão se alimentar bem, ficando saudáveis, equilibrados e sem resíduos de venenos.
Além disso, em comparação aos convencionais, os ecológicos apresentam em média:
· 63% mais cálcio
· 73% mais ferro
· 91% mais fósforo
· 125% mais potássio
· 118% mais magnésio
· 178% mais molibdênio
· 60% mais zinco
· 29% menos mercúrio
Fonte: Journal of Applied Nutirition.
Um outro trabalho científico publicado no The Journal of Alternative and Complementary Medicine apresenta dados que afirmam que os ecológicos têm mais vitamina C e menos nitrato (que após reações em nosso organismo se transforma que em substâncias cancerígenas).
Já
a Rutgers University apresenta os seguintes dados:
|
Produto |
Cálcio |
Magnésio |
Potássio |
Sódio |
Manganês |
Ferro |
Cobre |
|
Alface |
|
|
|
|
|
|
|
|
Orgânico |
40,5 |
60,0 |
99,7 |
8,6 |
60,0 |
227,0 |
69,0 |
|
Convencional |
15,5 |
14,8 |
29,1 |
0,0 |
2,0 |
10,0 |
3,0 |
|
Tomate |
|
|
|
|
|
|
|
|
Orgânico |
71,0 |
49,3 |
176,5 |
12,2 |
169,0 |
516,0 |
60,0 |
|
Convencional |
16,0 |
13,3 |
53,7 |
0,0 |
1,0 |
9,0 |
3,0 |
|
Feijões |
|
|
|
|
|
|
|
|
Orgânico |
96,0 |
203,9 |
257,0 |
69,5 |
117,0 |
1.585,0 |
32,0 |
Fonte: Rutgers University (Miliequivalentes de minerais por 100 gramas) - Boletim Vida Sana, 2002, pág.10 e 12 - Alimentos Orgânicos por Jairo Restrepa, Riviera, Cali-Colômbia.
Esta superioridade nutricional das frutas, verduras, legumes e grãos ecológicos em relação aos convencionais é conseqüência de um processo que começa na propriedade ecológica e reinicia cada vez que nos associamos a esta produção ambientalmente correta e socialmente justa, através do ato de comprar.
Em Torres você pode comprar estes alimentos na EcoTorres e na Feira Ecológica Lagoa do Violão.
A EcoTorres fica na avenida José Bonifácio, 107 e está aberta de segunda à sexta das 8h45m às 11h45 e das 13h30m às 18h30m. Aos sábados das 8h45m às 13h30m e das 14h30m às 18h30m.
A Feira Ecológica Lagoa do Violão acontece aos sábados, das 7 às 12h, no estacionamento do ginásio.
Agrotóxico, é só lavar?
A aplicação de agrotóxicos diminui a proteossíntese (síntese das proteínas) de duas formas:
- A primeira, de forma direta, pelo seu efeito sobre a planta.
-A segunda, de forma indireta, pelo seu efeito sobre o solo.
Todos os agrotóxicos são capazes de entrar na planta pelas folhas, raízes, frutos, sementes, galhos ou troncos.
Sendo assim, deixar de molho neste ou naquele produto, não vai retirar um veneno que entrou no solo e através deste penetrou na seiva da planta, fazendo um alimento que parece mas não é, pois é desequilibrado.
Eles podem diminuir a respiração, a transpiração e a fotossíntese da planta, afetando a proteossíntese, prejudicando a resistência das plantas.
Os agrotóxicos destroem a vida útil do solo, prejudicando a disponibilidade de nutrientes para as plantas. Esses produtos matam minhocas, besouros e outros pequenos organismos altamente benéficos para a agricultura.
Os agrotóxicos aumentam o poder de ação e reprodução de insetos que sobrevivem a uma pulverização, além de aumentar a resistência genética desses insetos contra o veneno. Destroem, também, os chamados inimigos naturais (os controles biológicos).
Adubos químicos (NPK)
Esses produtos, como uréia, NPK, cloreto de potássio e superfosfatos, diminuem a proteossíntese, porque alteram o funcionamento das plantas. Eles têm produtos tóxicos na sua fórmula e têm concentrações exageradas de nutrientes, que causam problemas no crescimento das plantas.Os adubos químicos solúveis, que são ácidos e salinos, destroem a vida útil do solo, prejudicando todos os processos de retirada de nutrientes tais como o fósforo, cálcio, potássio, nitrogênio e outros. Também acabam com a fixação do nitrogênio do ar, que é feita pelas bactérias (Rhizobium) das raízes das leguminosas (feijão, soja, trevo, vagem, ervilha)
___________________________
Fonte: O material reproduzido neste boletim foi extraído da Cartilha Agricultura Ecológica - Princípios Básicos, elaborada pela equipe técnica do Centro Ecológico e editada através do Projeto de Formação e Capacitação Consolidando Circuitos Solidários de Produção e Circulação de Produtos Ecológicos, apoiado pelo PRONAF /Ministério do Desenvolvimento Agrário.