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Poesias

 

POEMA A MANOEL

 

 

Entre tantos belos poemas

Que alegram nosso ser

Com muitas palavras bonitas

Algumas difíceis de entender.

 

O poema que citarei

É bonito por sua simplicidade,

Está registrado em livro,

Escrito por um menino

Hoje com doze anos de idade

Morador de Canelinha,

Mas é da nossa comunidade.

 

Márcia sua mãe

Mulher guerreira e forte

É de admirar sua valentia

Dando ao filho, todo amor e sabedoria

Não deixando –a a própria sorte.

 

Valdir que é seu pai

Um grande pai, por bem dizer

Por trama do destino

Que não podemos compreender

Deixou órfão, seu menino.

Tendo ajuda do divino

Segura a mão do filho

Cuidando dos seus passos

Onde quer que o filho for

Orgulhoso deve estar

Vendo seu menino se tornar

Um grande escritor.

 

Valmor Manoel dos Santos

Florianópolis-SC

 

A LUA O MAR E EU
Pompeo de Mattos
I - Ao olhar a lua cheia,
Eu encho os olhos no olhar
E na magia do luar
Faço poema e poesia
E a luz da lua que é um dia
"Alumia" meu pensamento
E na luz do teu relento
Eu me pergunto encimesmado
Pra quem que tu faz agrado
Ho musa do firmamento
 
I - Não sei por que brilhas tanto
Mas até posso imagiar
Pois no mundo só há um lugar
Onde teu brilho alado
Onde teu luar prateado
Sem licença pode entrar
E num grande espelho se olhar
Nua faceira e assanhada
E depois toda molhada
Se entrega inteira pro mar

 

Mão Amiga

 

Golden


Depois de um longo e tenebroso inverno,
onde quase pus a perder minha vida,
e mergulhei no mais profundo inferno,
tenho a chance de curar esta ferida!

Pouco faltou, mesmo a sorte,
para que eu destruísse minha vida,
cheguei a pensar mesmo em morte,
como se fosse a única saída!

E pra que fique bem registrado,
e seja feita total justiça,
por alguém fui ajudado,
a reavivar a chama mortiça.

Por mais baixo que estivesse,
naquele poço tão profundo,
tua mão me estendeste,
mantendo íntegro meu mundo!

Em verdade, tive sorte,
de tê-la, por perto, estes tempos,
evitaste, quiçá, minha morte,
ou que mergulhasse, em desalentos!

Foste o tronco que sustenta a folha,
contra todas pragas e perigos,
e apesar de sempre ter escolha,
me mantiveste entre teus amigos!

Mais de mil vezes grato,
conte sempre comigo,
sou tudo, menos ingrato,
e para sempre, teu amigo!

Amigo é aquele que nos aceita,
da forma e jeito que somos,
nem cobra o que não podemos,
ou por erros, nos rejeita.

Amigo é puro carinho,
seja sério ou galhofeiro,
não nos larga sozinho,
aceita-nos por inteiro!

 

 

Amiga Brisa

 

Hoje despertei em teus braços,
Brisa amiga, amiga Brisa,
meu rosto, ondas,
acariciando,
cabelos em desalinho,
agitando,
busco teu rumo,
sinto teu sopro,
Brisa amiga, amiga Brisa,
vem comigo
o dia receber.

Nos ouvidos, distantes ecos
sonhos antigos, desejos apenas,
outros tempos, outros ventos,
restos, chuvas e ressacas,
confundem meus pensamentos.
Estende teus braços,
apaga, do passado, os traços
Brisa amiga, amiga Brisa,
vem comigo
o dia ver nascer.

Fecho os olhos, a luz me ofusca,
outros sentidos a me guiar,
inspiro profundamente, eterna busca,
quem sabe um dia vou encontrar,
em teus braços, meu destino,
e as razões deste querer,
Brisa amiga, amiga Brisa,
vem comigo
o dia amanhecer.


Golden

 

 

Meia Lua

 

" Meia noite é a hora,
meio tarde é o momento,
meio triste estou agora.
Meio só, você não veio,
meio morto agora estou,
meio desgosto que me abate,
meia fé...você ligou!!!
Meio crente de sua chegada,
meio lento o tempo a passar,
meio sono estou ficando,
meio olho a te esperar .
Meio Sol já tá surgindo,
meio dia já chegou,
meia vida te esperando,
para declamar-te meu amor."

Wanderley Mendes Gomes

 

 

Reencontros
 

Efêmeros momentos roubados ao cotidiano,
recantos do amor, em outras eras já vividos,
inebriados, cores e perfumes, nossos sentidos,
resgatam-nos dos vórtices do intemporal mundano.

Doces labaredas, lânguidas e ondulantes,
encontram seu caminho nas peles revolvidas,
por eriçastes ondas de elétrons coriscantes.

Sons tocam-nos o rosto, outros tantos carinhos,
que à tê-los prolongados, sequer nos recordamos
do tanto que estivemos, antes, tão sozinhos.

Do ser abrimos mão, pelo estar tão simplesmente,
ao alcance de um beijo ou toque, ainda que fugaz,
de alguém que nos fez falta, de um modo diferente,
e a quem o ter por perto, tão somente, satisfaz.

Mas logo rugem vento, água e tempestade,
arrastam-nos com alma e corpo em torvelinho,
voltamos à rotina, isolados em nossa liberdade,
até um novo encontro, nas asas do destino.


Golden