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Flávio Freitas Oliveira

Presidente Hepatoche/RS

Tel 91 777 553

 

SEQUESTRO UMA REALIDADE DA GRANDE E PEQUENA CIDADE

 

 O seqüestro como uma realidade de nossa sociedade é gerador de problemas de ordem psíquico significativas. O transtorno de estresse pós-seqüestro nas vitimas é grande e já existe tratamento em nosso país.

 Já foi maior o número e são diferentes as formas de seqüestro, sendo que as vitimas, são vitimas de um crime cruel. Já se sobrevive mais a este crime e as pessoas desenvolvem distúrbios psicológicos graves, sendo o mais conhecido o denominado pela Associação Americana de Psiquiatria, de estresse pós-traumático.

 O nosso país como muitos outros enfrenta hoje uma crise de insegurança. Entre os tiroteios de assalto e outros crimes o que mais nos preocupa hoje é o de seqüestro. Ocorre em qualquer parte destacando as grandes cidades.

 Uma das conseqüências deste crime cruel é que, na maioria das vezes, os seqüestrados que sobrevivem desenvolvem grandes e graves distúrbios psicológicos, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

 O conceito de estresse pós-traumático surgiu no inicio dos anos 1980, com o lançamento do Manual Diagnostico e Estatístico dos Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. O TEPT pode ser causado por outras ações violentas em que a vida da pessoa esteve em risco, como os assaltos, estupros, entre outros eventos de agressão contra o individuo.

O tempo que vai caracterizar o TEPT é quando após dois meses até cinco anos do ocorrido a vitima apresenta sintomas de revivência. Assim chamado os também chamados entorpecimentos e de hiperestimulação.

A revivência é as lembranças invadindo sistematicamente o pensamento do seqüestrado dos fatos que ocorreram, mesmo quando em estado de relaxamento. 

A permanência de pesadelos com os fatos traumáticos, flashbacks dissociativos, ou seja, momentos de revivência de situações traumáticas, com todas as situações traumáticas, apresentando as sensações vividas quando sofreu a violência.

Podem ocorrer também reatividades fisiológicas, ou seja, o organismo tem reações quando as vitimas lembram-se do trauma, como taquicardia e dor de estômago.    

Já os chamados sintomas de entorpecimento são os esforços que são feitos para evitar os pensamentos e os sentimentos ligados ao trauma. É comum que a pessoa traumatizada querer distância das coisas e pessoas que venham relembrar fatos ocorridos. Demonstra dificuldade de recordar cenas de violência bem como interesse de desenvolver atividades do dia-a-dia, diminuindo seu afeto como queda na vontade de estudar e trabalhar.

Também vamos verificar uma diminuição de expectativa de futuro, pois seu pensamento é sempre de que pode morrer a qualquer hora, logo não faz planos de longo prazo.

Desenvolve uma condição de angustia, ansiedade insônia, irritabilidade bem como uma dificuldade de concentração. A pessoa fica hipervigilante, ou seja, alerta até nas horas de relaxamento, fica em permanente sobre-salto.

Não há estatísticas que comprovam o TEPT só é considerado que a pessoa tenha alguns desses sintomas e sofra muito com isso. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos o tratamento emprega medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos são usados nos estados mais graves para combater a depressão e a ansiedade excessiva. O objetivo é controlar os sentimentos que incomodam a pessoa até que, pela psicoterapia, ela possa transformar o que viveu em uma experiência de vida, capaz de torná-la um ser humano melhor e mais apto para enfrentar as dificuldades cotidianas.      

          

            

AMOR QUE NOS TRÁS FELICIDADE E PAZ

Saúde Publica

 

    Vamos ver sobre o ângulo de porque algumas pessoas depois da conquista desistem do conquistado.

    O que vamos falar acontece com algumas pessoas, tendo a origem no inicio da vida do bebê e tem a ver com o balanceamento entre os afetos e cuidados corporais fornecidos pela mãe. Sabe-se hoje que se esse balanceamento não for adequado pode na vida adulta originar o medo da intimidade, tendo como conseqüência o comportamento de conquista e abandono.

    Há um elemento nas relações amorosas que devem ser analisadas, pois podem determinar os estabelecimentos de uma parceria. O queremos considerar é a idéia de “conquista”. Nesse caso, a aproximação amorosa teria seu desfecho quando uma das partes se revelasse tão apaixonada que nada mais poderia negar ao amado. Estaria então realizada a conquista e o desvalorizado objeto de amor, agora à mercê do vitorioso, já pode ser abandonado.

    É a isso que damos o nome de conquista. Tem muito a ver com paciência, auto-afirmação e vingança do que com ternura e afeto. Mas a conquista é impossível na ausência absoluta do afeto. Então, o que em geral mais encontramos é a mistura de desejo pelo outro com o prazer do triunfo. Como ocorre bastante, um olhar penetrante na infância nos guiará no labirinto dos sentimentos que constituem o amor.

    Podemos destacar dois aspectos polares - conquista e aproximação mutua – de uma mistura complexa que é a atração erótica.

    Na primeira etapa da vida o amor erótico vai surgindo e se consolidando no recebimento de ternura, leite cuidados físicos e carinho. Mais adiante, tendo já a criança adquirida uma inicial capacidade de discernimento, sente a mãe como conquistada; é uma mãe que pode ser manipulada para fornecer bens que, apesar da resistência materna, a criança deseja.

Quer se referir neste caso a objetos aos qual a criança só tem acesso pela mãe, como roupa e guloseimas. Ela experimenta um poder sobre a mãe ao vencer sua relutância em fornecer tais objetos. Esse é o componente de conquista do amor infantil.

    A mãe sabe exercer uma intimidade carinhosa, sabe trocar afetos e atender com critério a parte das demandas matérias do filho, estará preparando um filho capaz de lidar com os contraditórios sentimentos da relação amorosa.

    Mães insensíveis, que não percebem as demandas de afeto do filho, mas atendem aos seus pedidos matérias, poderão construir uma conjuntura na qual a rejeição de intimidade com a conseqüente incompreensão afetiva convive com o sentimento de capacidade de a criança provocar comportamentos objetivos e obter artefatos. Para não se sentir rejeitada, a criança evita pedir afeto, concentrando-se naquilo que obtém pelo controle e manipulação da mãe, com comportamentos objetivos e objetos matérias. A criança desiste da mãe afetiva.

    Transportando isso para a idade adulta resulta em uma pessoa que conquista e repudia, usufruindo o parceiro por um tempo e abandonando-o antes que se concretizem os temores de se sentir incompreendido.

    A relação de afeto fica ofuscada pelas demandas objetivas e materiais. È próprio das necessidades matérias exigirem a toda hora novos objetos. E o parceiro, transformando em objeto, é trocado por outro antes manifeste o seu presumindo comportamento de instabilidade.

    A relação se alicerça então na denominação, e não na compreensão.

    As dosagens de mutualidade e conquista erótica em relação dependem de como experiências passadas forma elaboradas e transformadas em modos de vinculação. O aspecto conquista poderá ter menos força que o aspecto compreensão. A relação poderá então se manter por tempo suficiente para que a experiência presente corrija as distorções do passado. O reconhecimento do uso da conquista como defesa contra a frustrante sensação de falta de intimidade facilitará a preservação e o desenvolvimento das relações.

 

Texto baseado em estudo do psicanalista Nahman Armony

 

 

 

AQUECIMENTO GLOBAL E SAÚDE PÚBLICA

 

Sabemos que a saúde humana esta relacionado estreitamente com o clima. Portanto o aquecimento global não só pode, mas como tem graves efeitos sobre a saúde do homem. O maior temor é que além das conseqüências que se tem com referencia ao ar, a água que ingerimos a produção de alimentos por conseqüência é o desenvolvimento de doenças tropicais. Estas doenças como se sabem hoje já se alastram por regiões já imunes.

Existem também outros males que se alastram pela água por ter nela sua origem, como a cólera, que ganha impulso em regiões onde as chuvas são mais intensas.

“Estudos sugerem que a mudança climática pode ampliar a população exposta à malaria na África numa população de 90 milhões ate 2030, assim como a população mundial de contrair dengue em cerca de 2bilhões em 2080”, nos informa um comunicado distribuído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) segundo o jornal espanhol El País. 

A questão da relação entre aquecimento global e saúde humana foi tema do Dia Mundial da Saúde, comemorado dia 7 de abril.

Também poderão surgir outras conseqüências pelo aquecimento global.

Por exemplo, no Reino Unido cresce a quantidade de aranhas viúvas-negras falsas, não tão perigosas como as verdadeiras, mas sendo necessários cuidados médicos as suas picadas. 

Na Itália começou a ser registrado casos de chikungunnya, que é uma doença leve causada pelo mosquito tigre, que tem se proliferado em virtude da elevação da temperatura. Sendo que em 2006 infectou milhares na Índia.

Já no Brasil temos hoje aproximadamente 500 males que incomodam a saúde publica. Dentre estes temos alguns que já faziam parte de nosso passado com referencia a saúde pública.

Embora tenhamos alguns indicadores econômicos considerados bons, continuamos entre os últimos quando se trata de saúde pública.

Tomamos por exemplo a epidemia da dengue no Rio de Janeiro, que já matou mais de 70 pessoas, que saiu da mídia, mas continua assolando o Estado. Sabemos que nos últimos dois anos o Centro de Informação de Vigilância em Saúde (Cievs), instituição federal registrou 489 surtos e outras emergências de outras doenças. Sabendo é claro, que algumas delas poderiam ser erradicadas. O numero de notificações oficias é de 40 mil pessoas e é claro que este número se supera em muito. 

Nos entristece em muito o retorno da tuberculose por exemplo. Ela mata ainda cerca de 5 mil pessoas por ano em nosso país, segundo a Folha de são Paulo. Enquanto o Diário do Nordeste nos trás uma noticia mais triste ainda informando coisas que parecem do século passado: “tuberculose registra 10 casos por dia no Ceará”.

A hanseníase, doença transmissível classificada por nossas autoridades como uma doença de característica descendente, tem suas taxas hoje em nosso país em índices só menores que os da Índia. Sendo que no Rio Grande do Sul a maior incidência ocorre em Pelotas e cidades próximas, onde a doença é do tipo mais grave.

Também vemos o retorno do Beribéri, causado pela subnutrição e pela conseqüente carência de vitamina B, já em outro momento falei sobre este tema salientando que aqui no litoral norte há necessidade de se monitorar esta doença.

O Beribéri é uma doença presente no Brasil desde a escravidão, voltou a fazer mortes no Brasil com um numero estimado em 38 registros no total.

A Meningite começa a reaparecer começando a preocupar as autoridades medicas, principalmente nas regiões mais faveladas.

A Febre Amarela desaparecida desde 1942 neste ano matou 21 pessoas em sua versão silvestre.

A pergunta que fica: De quem é a responsabilidade?

É claro que o maior responsável é o governo em suas esferas de responsabilidade, começando pelo Ministério da Saúde com seus orçamentos parcos e mal aplicados muitas vezes. Outros motivos como a pobreza, faltam de saneamento básico, ocupação para moradia em áreas impróprias, como zonas ribeirinhas, beira de florestas, que pioram o quadro da saúde pública.     

A falta de planejamento e investimento do Governo Federal na saúde pública ainda é o maior motivo desta calamidade que se instala na saúde do povo brasileiro.

 

 

A CIÊNCIA OS CIENTISTAS E SUAS CONTROVÉRSIAS  

Adoçante pode engordar mais que açúcar.

 

Observem por este estudo que veremos descobertas isoladas e afoitamente vistas podem gerar muitas discussões e varias interpretações.

Um estudo realizado em ratos nos Estados Unidos sugere que a ingestão de sacarina - tipo de adoçante usado principalmente em refrigerantes dietéticos - pode provocar aumento de peso maior que a ingestão de açúcar.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Purdue, em Indiana, o sabor doce causado pelo consumo de sacarina estimula o sistema digestivo a se preparar para a ingestão de uma grande quantidade de calorias.

Se essas calorias não são ingeridas, eles afirmaram, o organismo fica desregulado e, como resultado, pede mais comida ou queima menos calorias, o que provocaria o aumento de peso.

O estudo, publicado na edição desta semana da revista científica Behavioral Neuroscience, gerou reações da indústria alimentícia, para quem a pesquisa "simplifica" as causas da obesidade.

Calorias - Para realizar o estudo, os cientistas acompanharam a alimentação de 17 ratos. Nove receberam iogurte adoçado com sacarina e oito com açúcar. Depois do iogurte, os animais receberam a dieta normal.

Após cinco semanas, os ratos que consumiram a sacarina ganharam 88 gramas, enquanto os que ingeriram glicose tiveram um aumento de peso de 72 gramas - uma diferença de mais de 20%.

Os ratos que tomaram o iogurte com a sacarina consumiram mais calorias e tiveram aumento de 5% na taxa de gordura do corpo, de acordo com o estudo.

"Os resultados claramente indicam que consumir alimentos adoçados com sacarina pode levar a um aumento de peso e da taxa de gordura maior do que o consumo de açúcares calóricos" comprova este estudo.

Segundo Susan Swithers, uma das autoras da pesquisa, as experiências em laboratório indicam ainda que outros adoçantes artificiais como o aspartame e o acessulfame K, que oferecem o gosto doce, podem ter o mesmo efeito da sacarina.

Como estudo este também esta sujeito a criticas, mas para nós consumidores prevalece à dúvida sobre a veracidade. Embora saibamos que existem outros componentes que contribuem para a obesidade do individuo, tais como componentes emocionias, psicológicos, hereditários, endócrinos etc.  

Críticas - O estudo gerou reações da indústria alimentícia. Em uma entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal americano Los Angeles Times, Beth Hubrich, uma das representantes dos fabricantes de refrigerantes dietéticos nos EUA, rejeitou os resultados da pesquisa.

Segundo ela, "o estudo simplifica demais as causas da obesidade". Além disso, afirmou, "a descoberta nos animais pode não ser verdadeira quando testada nos humanos".

Um porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição afirmou que os resultados são "interessantes", mas não provam que os adoçantes podem ser prejudiciais nas dietas dos humanos. Para a organização, o tema ainda requer mais pesquisas.

 

SER CARDÍACO OU DIABÉTICO NÃO É SINÕNIMO DE VIDA CURTA

 

Viver até completar 100 anos é mais fácil do que parece: uma pesquisa surpreendente concluiu que até mesmo pessoas que desenvolvem problemas cardíacos ou diabete na terceira idade têm uma chance razoável de assistir a um século inteiro.

"Supunha-se que viver até os 100 era limitado a quem não desenvolvesse doenças crônicas", disse o médico William Hall, da Universidade de Rochester. Mas Hall tem uma teoria sobre como pessoas com problemas crônicos podem conseguir chegar a essa marca.

Uma edição de 11 de fevereiro da revista especializada Archives of Internal Medicine, que traz a pesquisa, Hall especula que a sobrevivência pode ser causada pelo modo agressivo com que os médicos tratam os problemas de saúde dos idosos, em vez de assumir a postura de que, por conta da idade, o tratamento não traria benefícios.

Para o estudo, pesquisadores da Universidade de Boston entrevistaram por telefone e realizaram exames em mais de 500 mulheres e 200 homens que haviam atingido os 100 anos. Descobriu-se que dois terços haviam evitado problemas crônicos normalmente associados ao envelhecimento.

Mas os demais, apelidados de "sobreviventes", tinham desenvolvido doenças da idade antes dos 85, incluindo pressão alta, problemas cardíacos e diabete. Mas muitos se viravam muito bem, quase tão bem quanto os colegas saudáveis.

No geral, os homens tinham uma qualidade de vida melhor que a das mulheres. Quase três quartos dos "sobreviventes" do sexo masculino eram capazes de tomar banho e trocar de roupa sem ajuda, contra um terço das mulheres.

 

Desenvolvimento Humano

 

O desenvolvimento humano se dedica ao estudo cientifico de como as pessoas se desenvolvem desde seu nascimento até sua morte.

O tema é palpitante e faz lembrar de uma Fábula de Esopo (550 a.C.).

 

AS RÂS NO AÇUDE

    O sol de verão secara o açude onde moravam duas rãs. Elas se olharam e partiram em busca de outro charco. Diante de um poço profundo, uma disse a outra:

    - Como é, vamos descer?

Ao que a outra respondeu:

    - E se de novo a água secar, como vamos subir?

Isso nos demonstra as diferenças entre os desenvolvimentos quantitativo e qualitativo das pessoas.

Nesta Fábula demonstramos que:

“A prudência é importante em tudo que se faz”.      

 

Começamos dizendo que as mudanças são mais óbvias na infância, porém ocorrem durante toda a vida. Com efeito, as mudanças num ser humano durante o curso de sua existência são demasiado numerosas, diversas e muitas vezes aleatórias.

A mudança quantitativa é a mudança de número e quantidade, como aumento de peso, altura, vocabulário... 

A mudança qualitativa é uma mudança do tipo estrutural ou de organização, como o desenvolvimento de aspectos de linguagem, desenvoltura nas relações e ações diárias da pessoa.

O desenvolvimento da pessoa leva ao desenvolvimento do mundo.

Estamos vivendo um período de intensas transformações técnico-científicas, em contrapartida das quais produziu-se fenômenos de desequilíbrios que, se não forem rescindido, ameaçam os modos de vida humana e coletiva no sentido de um progressivo desmantelamento.

O que esta em questão é a maneira de viver daqui em diante, frente aos desenvolvimentos, no contexto acelerado da evolução técnico-científico e do considerável crescimento demográfico.

O permanente desenvolvimento do trabalho com o uso da máquina redobrado pala revolução da informática, onde as forças produtivas estão tornando disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial. Podemos dizer que cada vez mais o homem terá tempo disponível.

Vou dar um exemplo já conhecido, mas real:

Nas fábricas Fiat, a mão-de-obra assalariada passou de 140 000 para 60 000 operários numa década, enquanto a produtividade aumentou 75%.

Vemos ai um gerador de desemprego, o surgimento da marginalidade opressiva, a solidão, a ociosidade, a angústia, a neurose,...

 

...o desemprego é tecnológico...      

Exemplo: A tecnologia que mais evolui é o da construção civil.

Reduziu pela metade a mão de obra substituída pela tecnologia. Viam-se obras cheias de operários, hoje substituídos por maquinas e, obras pré-fabricadas.

A questão que fica posta é:

“-Como estabelecer um novo humanismo, em um ensino fortalecido diante do progresso desordenado, fulgurante, mas enriquecedor, das técnicas e pesquisas no campo das ciências... -”.

 

Até a semana que vem.

 

 

Botox pode espalhar toxina pelo corpo, diz estudo – Uma questão de Saúde Pública

 

 Um estudo realizado por cientistas canadenses sugere que a toxina botulínica, principal substância do Botox, se espalha com facilidade pelos músculos além da região onde foi injetado, o que pode provocar paralisia e enfraquecimento dos músculos vizinhos.

 Publicado na edição desta semana da revista científica "Journal of Biomechanics", o estudo foi liderado pelo médico e pesquisador Walter Herzog, da Universidade de Calgary. Ele vinha usando a toxina botulínica como parte de suas pesquisas sobre artrose e a influência do enfraquecimento dos músculos na degeneração das juntas.

 A intenção do médico era usar a toxina para paralisar temporariamente os músculos e analisar o impacto nas juntas. Para isso, Herzog injetou a substância em um músculo na perna de um gato e observou que, quatro semanas depois da injeção - período no qual a toxina atinge o efeito máximo -, a substância havia se espalhado pelos músculos vizinhos e os enfraquecido.

 "Muitas pessoas acreditam que, quando o Botox é injetado em um músculo, fica apenas naquela região. No entanto, a pesquisa mostra que isso não é assim tão fácil de controlar", afirma Herzog.

Segundo o médico, apesar dos benefícios do uso do Botox como ferramenta terapêutica, é preciso conhecer melhor o produto.

"Com o aumento no uso da toxina botulínica tipo A nos humanos, é importante entender mais sobre os efeitos funcionais deste produto, que, no final das contas, é uma toxina", disse o médico.

Alerta - A publicação da pesquisa segue um alerta recente feito pela Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) - principal órgão de vigilância sanitária nos Estados Unidos - sobre os efeitos colaterais da toxina botulínica.

O alerta se referia à relação da toxina com sintomas graves de botulismo, como dificuldade de deglutição e respiração. Essas reações seriam causadas quando a toxina se espalha além da região onde teria sido aplicado, o que teria provocado, em alguns casos, a paralisia e enfraquecimento dos músculos responsáveis por estas funções --um efeito colateral que, segundo a agência, pode ser fatal.

Na época, a empresa Allergan, produtora do Botox, afirmou à BBC Brasil que o comunicado emitido pelo FDA dizia respeito "principalmente a relatos específicos de eventos adversos relacionados a crianças que sofrem de paralisia cerebral juvenil e são tratadas com Botox".

Segundo um porta-voz da empresa, os casos de eventos adversos relatados pela FDA "envolvem crianças que estão seriamente comprometidas, muitas vezes por sintomas relacionados à sua condição de saúde”.

Indicações - A toxina botulínica é usada em tratamentos estéticos e medicinais. Os tipos mais comuns são o Botox (toxina tipo A) e o Myobloc (tipo B), usados em procedimentos estéticos para atenuar as rugas da pele e em diversas condições médicas.

Na medicina, a toxina é utilizada no tratamento de paralisia cerebral, espasticidade muscular, estrabismo e diversas síndromes neurológicas.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), autoriza o uso da toxina desde 1992 para tratamentos de espasticidade e paralisia cerebral, entre outros diagnósticos. (BBC)

 

ONU vai rever sua posição sobre uso de biocombustíveis

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai rever sua avaliação sobre os impactos dos biocombustíveis. Na terça-feira (11), o relator das Nações Unidas para o direito à Alimentação, Jean Ziegler, atacou a expansão do uso do etanol no mundo, alertando que a produção tem tudo para gerar mais fome e pedindo uma moratória na fabricação nos Estados Unidos e Europa. Mas fez uma ressalva: o caso da produção brasileira não tem os mesmos efeitos negativos que o etanol gerado nos países ricos.

"A produção de biocombustíveis no Brasil respeita o direito à alimentação e está promovendo uma ajuda aos pequenos agricultores marginalizados a sair da pobreza", afirmou o relator da ONU diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

De acordo com o relatório, o biocombustível seria um fator que pode agravar a fome no mundo, que já atinge 854 milhões de pessoas. Apesar de destacar os avanços para lidar com a má-nutrição no Brasil, China e Índia, os números atuais seriam maiores que os registrados em 1996, quando existiam 800 milhões de pessoas que passavam fome. "A cada ano, seis milhões de crianças morrem de doenças ligadas à fome. Isso é inaceitável. O mundo nunca foi tão rico", afirmou Ziegler em seu relatório.

Para o relatório, a expansão do etanol é "preocupante e pode ser a receita para o desastre". Seu temor é de que terras usadas para alimentos sejam dedicadas apenas para suprir usinas de biocombustíveis. Segundo a avaliação, a meta colocada pela União Européia (UE) para ter 10% de sua frota movida a etanol até 2020 vai exigir a importação do combustível dos países emergentes. O que o relator alerta, porém, é que a concorrência entre produtores de alimentos e de matérias-primas (commodities) para combustíveis pode ser prejudicial principalmente para as populações mais pobres.

 

 

Nesta semana estamos colocando dois importantes aspectos de saúde pública.

 

‘Pais fumantes tornam filhos doentes', diz hospital britânico

 

Um dos principais hospitais britânicos disse que um terço das crianças que atende em determinados casos ficam doentes porque os pais fumam na frente delas.

   A incidência de bronquite, asma e infecções no ouvido poderia ser reduzida se os pais abandonassem o tabagismo, disse Steve Ryan, diretor clínico do Hospital Alder Hey, de Liverpool, no norte da Inglaterra. Segundo Ryan, os pais mentem com freqüência sobre se fumam ou não na frente dos filhos.

A Fundação Britânica para o Pulmão diz que 17 mil crianças com menos de cinco anos recebem tratamento médico a cada ano por exposição à fumaça de cigarros.

'Sentimento de culpa'

A cada 35 mil crianças atendidas no hospital de Liverpool a cada ano, 2 mil precisam de assistência médica porque foram expostas ao fumo pelos pais, disse Ryan em entrevista na Rádio BBC Five Live.

Entre um quarto e um terço dos menores com males como infecções pulmonares e asma eram fumantes passivos.

Os pais costumam saber das implicações de fumar perto de seus filhos, acrescentou o médico. "As pessoas se sentem culpadas."

"Se fosse fácil, eles parariam. Cuidar de crianças é divertido, mas pode ser estressante e, para alguns, cigarros são uma forma de aliviar a tensão."

Para ele, legislação coibindo o tabagismo não é uma solução para o problema. É necessário conscientizar os pais dos vários graus de risco apresentados pelo hábito de fumar.

Ryan disse que o risco maior para os menores é quando os pais fumam dentro do carro, onde as crianças estão "presas" e expostas a fumaça concentrada.

Mães fumantes representam um risco maior do que pais fumantes e fumar no mesmo cômodo de uma criança também traz um alto risco, afirmou.

(Fonte: Portal G1)

 

Prematuros podem precisar de cuidados extras por toda a infância, diz estudo

Um terço dos bebês nascidos entre a 29ª e 33ª semanas de gestação ainda precisam de cuidados especiais no quinto ano de vida, sugere um estudo francês publicado pela revista especializada Lancet.

A gestação completa deve chegar a 40 semanas, e já é sabido que o nascimento muito prematuro pode levar a problemas físicos ou dificuldades de aprendizado na infância. O estudo, porém, mostra que mesmo alguns bebês nascidos aos sete meses de gestação ainda têm necessidades especiais.

Segundo a organização britânica Bliss, de assistência a prematuros e a pais de prematuros, o estudo mostra a necessidade de um bom acompanhamento médico para os prematuros.

Em 2005, 210 mil bebês nasceram com menos de 37 semanas de gestação no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. As taxas de sobrevivência são cada vez mais altas, com os avanços tecnológicos, o que levanta questões sobre os problemas de desenvolvimento.

Custos

Os pesquisadores da Unidade de Pesquisa Inserm sobre Saúde Perinatal e Saúde da Mulher, em Villejuif, na França, e da Universidade Pierre et Marie Curie - Paris compararam o desenvolvimento de 1.800 bebês nascidos antes de 33 semanas de gestação e 400 bebês nascidos na data esperada.

O chamado estudo Epipage (Estudo Epidemiológico sobre Baixas Idades Gestacionais, na sigla em francês) avaliou as crianças aos cinco anos de idade, examinando a saúde física e por meio da aplicação de testes de memória e compreensão.

A deficiência foi medida em três graus - severo, moderado e menor - e os índices foram mais altos entre os bebês nascidos antes de completar 28 semanas de gestação, afetando 49% - ou 195 bebês.

Mas o número real de crianças com deficiências foi mais alto entre as crianças nascidas entre 29 e 33 semanas de gestação - 441 ou 36% dos bebês.

Os pesquisadores encontraram um padrão semelhante no uso de serviços de saúde especializados, como fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional ou centros de atividades para as crianças com deficiências mais severas.

Os recursos são usados por 42% das crianças nascidas entre a 22ª e a 28ª semana de gestação, mas por apenas 31% das crianças nascidas entre a 29ª e a 33ª semana, em comparação a 16% das crianças nascidas no período normal de gestação.

Necessidade de apoio

Os autores do estudo afirmam que "os resultados levantam questões sobre saúde e serviços de reabilitação, e o custo desses serviços para as famílias e sociedades".

"Mais pesquisas são necessárias para identificar as melhores e mais eficientes intervenções no desenvolvimento inicial para melhorar a prognose funcional de deficiências motoras."

"Ao crescer, as crianças com deficiências cognitivas vão ter dificuldades na escola e vão precisar de ajuda ou educação especial", diz o estudo.

Mas os autores afirmam que são necessárias novas pesquisas sobre que intervenções podem ajudar o aprendizado e compreensão das crianças a medida que elas se desenvolvem.

A médica Mary Jane Platt, especialista em saúde pública da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, disse que o nível de deficiência é importante, mas acrescentou: "Há um grupo significativo que apresenta algum tipo de dificuldade cognitiva que não é necessariamente uma deficiência".

"Nós precisamos saber mais como essas dificuldades afetam essas crianças e como dar apoio a elas."

Ela acrescentou que "o estudo nos lembra que as crianças nascidas antes de 33 semanas precisam de cuidado e apoio que vai muito além da 'alta' da unidade de terapia neonatal".

Uma porta-voz da organização Bliss disse que o fato de que 61% dos bebês prematuros não apresentaram nenhuma deficiência é encorajador, mas que o estudo enfatiza a necessidade do acompanhamento das crianças.

(Fonte: Portal G1)

 

 

 33 milhões de pessoas vivem com AIDS no mundo

Organizações sociais do mundo inteiro estão preparando diversas atividades que vão marcar a celebração do Dia Mundial de Luta contra a AIDS, comemorado em 1º de Dezembro. A data reflete a luta de mais de 33 milhões de pessoas de diferentes países que atualmente vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Aqui em nossa cidade se destaca o trabalho dos Grupos bem estruturados com suas coordenações e voluntário com o intuito da Redução de Danos e a boa convivência entre os que convivem com HIV.

Em 2007, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS tem como tema a "liderança". Para o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, o tema tem extrema relevância, uma vez que, segundo ele, "sem liderança, nunca conseguiremos superar a epidemia". Instituído em instituído em 1988, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o 1º de dezembro é uma data simbólica de conscientização para todos os povos sobre a pandemia de AIDS.

Neste dia, diversas atividades são desenvolvidas pelo mundo visando divulgar mensagens de esperança, solidariedade, prevenção e incentivar novos compromissos com essa luta. A cada ano, a OMS elege a população/grupo social que registra o maior crescimento da incidência de casos de HIV/AIDS e define para uma campanha com ações de impacto e sensibilização sobre a questão.

Segundo as últimas estimativas da Unaids, agência das Nações Unidas criada para tratar do assunto, mais de 33 milhões de pessoas vivem no mundo com o vírus HIV ou da AIDS. Embora a incidência continue preocupante, a ONU registrou que, globalmente, o número de novas infecções por HIV diminuiu. Estima-se que em 2007 houve 2,5 milhões de novas infecções, comparadas com 3,2 milhões em 2001.

Já em relação ao número de vítimas fatais da doença, a ONU considera um patamar estável, apesar de a Sida continuar entre as principais causas de morte. Neste ano, 2,1 milhões de pessoas no mundo, sendo 1,7 milhões de adultos e 330.000 crianças já morreram em decorrência da doença.

Na América Latina, o relatório elaborado pela Unaids afirma que a epidemia permanece estável. Em 2007, o número estimado de novas infecções na região foi de 100 mil e o de mortes, de 58 mil. Atualmente, estima-se que 1,6 milhões de pessoas viva com AIDS na América Latina. Nesta região, e a transmissão de HIV continua a ocorrer entre populações com risco acrescido de exposição, incluindo profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens. Sexo sem proteção entre homens é um fator importante nas epidemias da Bolívia, Chile, Equador e Peru na América do Sul, bem como em vários países na América Central, incluindo El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Panamá.

Cerca de um terço de todas as pessoas vivendo com HIV na América Latina moram no Brasil. Em 2005, estimou-se que 620.000 de pessoas viviam com HIV no país. Embora inicialmente concentrada entre homens que fazem sexo com homens, em seguida a epidemia englobou usuários de drogas injetáveis e finalmente atingiu a população em geral, com um número cada vez maior de mulheres infectadas.

De acordo com dados de 2006 da UNAIDS e da OMS, o sexo desprotegido entre homens permanece como fator importante e estima-se que seja responsável por aproximadamente 50% de todas as infecções por HIV na categoria de transmissão sexual no Brasil. Essa também é a principal via de transmissão na Argentina, com uma estimativa de quatro em cada cinco novos diagnósticos de HIV em 2005 sendo atribuídos à relação sexual desprotegida (principalmente heterossexual).

Níveis altos de prevalência de HIV também têm sido encontrados entre mulheres profissionais do sexo em Honduras (10%), Guatemala (4%) e El Salvador (3%). Já na Nicarágua e no Panamá houve baixa prevalência de apenas 0,2% entre esse grupo.

Histórico - Suspeita-se que o primeiro caso de AIDS tenha sido observado no dia 12 de dezembro de 1977, com a morte de uma médica e pesquisadora dinamarquesa que havia estado na África, estudando o Ebola. Depois disso, ela teria começado a apresentar diversos sintomas estranhos para a sua idade e falecido aos 47 anos a doença, entretanto, só seria desvendada e descrita pelos cientistas em 1981.

Em 1982, o comissário de bordo de origem franco-canadense, Gaetan Dugas, ficou conhecido como paciente zero, a partir de quem a doença teria cruzado o oceano atlântico. Ainda neste ano, casos de AIDS foram relatados em 14 países ao redor do mundo. Cinco anos depois, 62.811 casos já tinham sido oficialmente reportados pela OMS de 127 países.

Vinte anos depois de sua primeira possível detecção, a AIDS já atinge 33 milhões, castigando principalmente populações de regiões de extrema pobreza como a África do Sul. Apesar de descobertas de diversos medicamentos que prometem amenizar os efeitos causados pelo vírus, o acesso a este tipo de remédio ainda é muito restrito, uma vez que a medicação ainda é cara, gerando gastos no valor de 4.500 dólares por paciente somente com medicamentos.

No nosso Estado hoje, existem 43.300 de pessoas com AIDS, notificadas, o numero de mortes contabilizadas até hoje foi de 15.262 portadores de HIV. Oficialmente no Estado foram registrados 2.567 novos casos, sendo 57% homens e 43% mulheres. Estas informações nos indicam que de cada 100mil gaúchos, 32 estão com HIV.  

O desumano desta história é o descaso do Poder Público Federal e Estadual com relação a estes doentes, quanto à medicação e preservativos (camisinhas), que não existem em nossos serviços de saúde.

O que nos parece que as campanhas caríssimas nos meios de comunicação estão mais para promover governantes do que para ajudar a população, pois em seus planejamentos o dinheiro acaba na publicidade não sobrando para a compra de MEDICAÇÃO E PRESERVATIVOS.

 

 

10 casos de hepatotoxicidade severa associados ao uso do Herbalife

 

A. Engel; A. Schoepfer; K. Fattinger; U. Marbet; D. Criblez; J. Reichen; C. M. Oneta

 

Os produtos de Herbalife são bastante populares sendo principalmente usados para redução de peso. Os produtos a base de ervas são considerados seguros pela população já que os mesmos são oferecidos como produtos naturais. Em muitos paises são considerados como suplementos dietéticos ou herbários não sendo submetidos a estudos de segurança ou eficácia para poder ser comercializados.

Os pesquisadores enviaram um questionário a todos os hospitais e departamentos de patologia da Suíça, obtendo uma taxa de retorno de 75% e ainda consultaram o banco de dados existente na fármaco vigilância. Foram encontrados 13 casos de hepatite tóxica ocasionados pelos produtos da Herbalife entre os anos de 1998 e 2004. Destes 13 casos, em 10 deles existiam dados suficientes para poder avaliar com segurança que se enquadravam nos critérios para avaliar hepatotoxicidade pelos critérios a Organização Mundial da Saúde (encontrados em www.who-umc.org/defs.html).

A idade media dos pacientes era de 51 anos, com uso médio dos produtos Herbalife de 5 meses. Biopsias de fígado tinham sido realizadas em sete deles, mostrando uma relevante necrose com infiltrações dos linfócitos e eosinofilos e, com colestease de pouca intensidade em cinco dos pacientes. Uma paciente do sexo feminino apresentou um quadro fulminante de fracasso da função hepática, tendo também evidencias de uma infecção já eliminada da hepatite B. Problemas auto-imunes não poderiam ser descartados no dano histológico, mas todos os exames de anticorpos foram negativos. Os três pacientes sem biopsia do fígado apresentavam hepatite colestatica.
    Outras doenças do fígado foram eliminadas mediante a realização de exames sorológicos específicos para cada uma delas. Nos 10 pacientes não existia nenhuma outra doença simultânea nem faziam uso de outros medicamentos ou drogas, licitas ou ilícitas.

Foi observado que todos os pacientes tiveram recuperação de seu estado em algumas semanas após a interrupção da utilização do Herbalife exceto um que necessitou de um transplante e um outro que desenvolveu cirrose.

Concluem os autores que estes são os primeiros casos relatando casos de hepatite tóxica com o uso dos produtos Herbalife, sendo que provavelmente tenham sido causados por mecanismos imuno alérgicos. Alertam que a hepatite tóxica pode ser severa, causando falência fulminante das funções do fígado.

Recomendam ainda que as agencias do governo que controlam estes produtos deveriam realizar estudos para avaliar a hepatotoxicidade dos produtos naturais a base de ervas.

Observamos como ONG que as informações são colidas de estudos já realizados sem intuito de ter a verdade ultima sobre o tema. Recomendamos sempre que os usurários procurem seus médicos ou terapeutas para discutir o assunto ou acompanhar o uso da medicação. Também sempre recomendamos que o consumo de qualquer droga sem receita ou recomendação médica deve ser evitado. 

 

Estudo britânico questiona eficácia de antidepressivos - Londres

 

Pesquisadores questionaram efeito do Prozac

Um estudo conduzido na Grã-Bretanha concluiu que a última geração de antidepressivos é pouco eficaz no tratamento da maioria dos pacientes. Os pesquisadores, da Universidade de Hull, argumentam que os medicamentos “ajudam apenas um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa”.

A equipe de especialistas, cujo estudo foi publicado na revista especializada PloS Medicine, revisou os dados de 47 testes clínicos.

Os cientistas se concentraram nos medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), que atuam aumentando o nível da serotonina no cérebro, um hormônio que controla o humor.

Entre os remédios examinados estavam o Prozac, Seroxat e Efexor, todos eles amplamente receitados na Grã-Bretanha.

Os pesquisadores descobriram que os efeitos positivos das drogas em pacientes com depressão profunda foram “relativamente pequenos”.

O coordenador da pesquisa, Irving Kirsch, afirmou que a diferença entre os pacientes que tomaram placebo e os que tomaram remédios para combater o mal “não foi muito grande”.

    — Isso significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos —, disse o pesquisador.

 

Controvérsia

Para os pesquisadores, a maioria dos pacientes parece acreditar que os remédios funcionam, e isso se explica pelo chamado efeito placebo - as pessoas se sentem melhor pelo simples fato de acreditarem que estão tomando um remédio que os ajudará.

— Diante desses resultados, parece haver poucas razões para se receitar antidepressivos a menos que tratamentos alternativos tenham falhado —, disse.

A pesquisa gerou controvérsias no meio farmacêutico. A Eli Lilly, que fabrica o Prozac, disse que “extensas pesquisas médicas e científicas demonstraram que o medicamento é um antidepressivo muito eficaz”.

E um porta-voz da GlaxoSmithKline, que produz o Sexorat, argumentou que o estudo britânico se concentrou em “uma pequena amostra do total de dados disponíveis”.

Como podemos verificar até dentro da própria Medicina, ou seja na atuação dos profissionais há uma generalização na indicação da medicação a seus pacientes.

Por suas vez os pacientes passam a não analisarem os seus efeitos da medicação em seus organismos pelo desconhecimento total de seus próprios organismos. 

 

Maconha impõe mais risco de câncer do que o cigarro, dizem cientistas

Esta é outra matéria bastante discutida que chegou a ser considerada menos nociva a saúde que o próprio cigarro

Cada cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão, disseram cientistas da Nova Zelândia, alertando para uma "epidemia" da doença associada à maconha. Estudos já haviam demonstrado que a maconha causa câncer, mas poucos estabeleceram um vínculo forte entre o uso da droga e a real incidência do câncer de pulmão.

Em artigo publicado na revista European Respiratory Journal, os cientistas disseram que a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco. Também a forma de consumo aumenta o risco, já que os "baseados" são normalmente fumados sem um filtro adequado e até a ponta, o que aumenta a quantidade de fumaça inalada. O fumante de maconha traga mais longa e profundamente, o que facilita o depósito das substâncias cancerígenas nas vias aéreas.

– Os fumantes de maconha terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea (do que os tabagistas). Há concentrações mais altas de substâncias cancerígenas na fumaça de maconha. O que nos intriga é que haja tão pouco trabalho feito a respeito da maconha e tanto trabalho sobre o tabaco – disse a jornalistas o coordenador do estudo, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

Ao todo, os pesquisadores entrevistaram 79 pacientes de câncer de pulmão, na tentativa de identificar os principais fatores contribuintes, como tabagismo, histórico familiar e ocupação. Os pacientes responderam sobre o consumo de álcool e maconha. Neste grupo de alta exposição, o risco de câncer de pulmão cresceu 5,7 vezes para pacientes que fumaram mais de um "baseado" por dia durante dez anos, ou dois "baseados" por dia durante 5 anos – isso já levando em conta outras variáveis, como o tabagismo.

"Embora nosso estudo abranja um grupo relativamente pequeno, mostra claramente que o consumo de maconha por longo prazo aumenta o risco de câncer de pulmão", escreveu Beaseley.

 

 

Alimentação – Verão, calor, muita comida na beira da praia e fora de casa.

 

Alimentos bem preservados e uma cozinha limpa são as principais maneiras de evitar a intoxicação alimentar

A higiene e a armazenação correta das carnes, laticínios, frutas, legumes e ovos são as principais medidas para se evitar a contaminação por alimentos, mas poucas pessoas sabem o que deve ser feito para evitar a proliferação de fungos, bactérias e outros microorganismos na comida. Para educar tanto a indústria como o consumidor, o devemos ter programas com o objetivo ensinar o que as pessoas podem fazer para evitar as intoxicações alimentares, cujos sintomas mais comuns são os vômitos, as náuseas, a febre e a diarréia.

"Hoje morre no país o mesmo número de pessoas por intoxicação alimentar e por fome (S. Motta, coordenador do Programa de Alimentos Seguros)"

 - Pouca gente fala sobre esse assunto no Brasil, mas hoje morre no país o mesmo número de pessoas por intoxicação alimentar e por fome - explica Sergio Motta, coordenador do Programa de Alimentos Seguros da instituição.

A maioria dos casos acontece por falta de higiene e de refrigeração adequada na cozinha de casa. Todos os alimentos estão sujeitos à contaminação, mas os mais suscetíveis são as carnes, o leite e os ovos. Outros alimentos que devem estão na mira de campanhas educativas são as castanhas, o mel, o açaí, ricota, doce de leite, compotas caseiras, o caldo de cana e outros alimentos orgânicos, que costumam carregar um número maior de microorganismos por causa da fabricação e do armazenamento inadequados.

As pessoas devem ser exigentes com o que come e lembrar que só porque um alimento é natural não quer dizer que ele esteja livre de contaminações. Devemos lembrar também que o consumidor deve exigir da indústria alimentícia e do governo mais segurança em todo o processo de fabricação de um produto.

Ao contrário de países como o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, onde nada pode ser vendido sem que o consumidor possa saber a história toda do produto se quiser, no Brasil não existe esse tipo de regra. Apenas alguns produtos podem ser rastreados desde o princípio de sua fabricação e geralmente são aqueles que são exportados, como as carnes.

 

A engenheira de alimentos Carla Souza, dá dicas simples de como evitar as intoxicações alimentares:

Em casa, é importante manter a limpeza dos utensílios, principalmente das tábuas de cortar, que são grandes fontes de contaminação. Poucas pessoas fazem isso, mas o ideal é ter tábuas diferentes para cada tipo de alimento. Outra dica é não usar a mesma tábua para cortar alimentos crus e cozidos - explica Carla.

"Se no mercado os congelados estiverem suados ou com muito gelo, é sinal de que o freezer não está funcionando adequadamente ou está sendo desligado à noite".

Carla lembra que os vasilhames usados na cozinha, principalmente os de plástico, devem ser trocados de tempos em tempos, já que os amassados, riscos e arranhões são lugares onde microorganismos se alojam com facilidade.

O ideal é trocar os vasilhames de quatro em quatro anos ou quando começarem a dar sinal de que estão ficando velhos. Isso inclui os panos e as esponjas, que devem ser lavados e trocados com freqüência.

Recomenda-se também que as compras de casa sejam feitas de manhã bem cedo. Além de comprar os produtos mais frescos, é possível verificar se o sistema de refrigeração do supermercado é eficaz.

Se no mercado os congelados estiverem suados ou com muito gelo, é sinal de que o freezer não está funcionando adequadamente ou está sendo desligado à noite. Nesses casos, a melhor saída é evitar completamente a seção de alimentos refrigerados do estabelecimento.

 

 

A ARTRITE REUMATOIDE ATINGE 1milhão DE BRASILEIROS

 

Doença inflamatória de causa desconhecida destrói juntas e pode levar a incapacidade física.

   

    O que você faria se não pudesse realizar tarefas simples como amarrar o cadarço do tênis, pentear o cabelo ou abrir a torneira? Poucas pessoas sabem, mas a artrite reumatóide – doença inflamatória autoimune crônica e progressiva que destrói as juntas do corpo – é mais comum do que se imagina: atinge mais de 1 milhão de brasileiros, que muitas vezes ficam impossibilitados de trabalhar e realizar atividades cotidianas. A doença, mais comum em mulheres, não pode ser evitada, mas o tratamento adequado pode melhorara a qualidade de vida dos pacientes.

    A artrite reumatóide (AR) caracteriza-se por intensa inflamação das juntas, provocada por substancias inflamatórias, dentre elas, a interleucina 6 (IL-6), que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das juntas, causando dor, prejudicando sua função e limitando os movimentos. Além do comprometimento das juntas, ocorrem sintomas físicos, como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca.

    Para os médicos, o maior problema é a demora para diagnosticar a doença, alem da busca pela terapia ideal, pois a enfermidade exige tratamento continuo. A artrite reumatóide não é hereditária nem contagiosa, mas estudos recentes mostram que a presença de alguns genes, que regulam o sistema imunológico, pode estar relacionados à maior suscetibilidade ao desenvolvimento da doença.

    Os sintomas iniciais da artrite reumatóide são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das juntas pela manhã além de inchaço e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o inicio precoce do tratamento.

    Apesar da artrite reumatóide não ter cura, os tratamentos para a doença estão cada vez mais avançados. Teremos o lançamento de medicação nova no mercado brasileiro em 2010, droga que será a primeira de uma nova classe de medicamentos – os inibidores de interleucina 6. Os resultados iniciais de estudos com tocilizumabe mostram melhora importante da fadiga e da anemia e potencial para impedir a destruição das juntas.

 

O que é Artrite Reumatóide?

    Doença autoimune inflamatória crônica na qual o sistema imunológico ataca as juntas, causando inflamação e dor por destruição das cartilagens. Além disso, pode atacar a pele, os pulmões, os vasos sangüíneos e os músculos. Cerca de 60% dos pacientes AR se tornam inaptos ao trabalho 10 anos após o inicio da doença.

    O inicio da doença é três a cinco vezes mais comuns em mulheres do que em homens, surgindo geralmente após 15 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer idade. Fumantes também são quatro vezes propensos a desenvolver a doença.

    Os sintomas são no inicio inchaço, dor e rigidez nas juntas, principalmente nas mãos, e fadiga. Uma característica importante é a simetria no acometimento das juntas. Num estagio mais avançado, pode acometer vasos sangüíneos, pele e pulmões. Em geral, o paciente sente como se estivesse “enferrujado” ao acordar pela manhã, podendo durar mais de uma hora. Pode afetar também tornozelos, joelhos, quadril, pescoço, ombros e cotovelos.

   

 

 

COMO DEVEMOS DAR AS RESPOSTAS AS PERGUNTAS DAS CRIANÇAS

 

    Como apresentamos as perguntas numa ordem progressivas e lógicas temos uma organização e regras para as respostas. Sendo elas imediatas e próprias.

IMEDIATAS

    Sempre devemos dar as respostas com presteza e logo que elas sejam formuladas. Toda demora ou retardo (“quando for grande você vai saber”, etc.) produz na criança sensação de recusa. Estranhará que todas as outras perguntas recebem respostas de pronto. Só que essa não. E se isso se repetir, talvez nunca mais pergunte aos pais (mas vai perguntar aos outros).

     As famosas crianças que não fazem perguntas são as que seus pais não respondem com prontidão, franqueza e veracidade. Não existe criança que não pergunte.

     Á crianças que não fazem determinadas perguntas por que tiveram experiências, próprias ou alheias, negativas.

    Há uma circunstância que embaraça os pais. O que fazer quando a criança faz certas perguntas na presença de pessoas estanhas? É preciso respondê-las. Não importa que a reação das visitas seja de desaprovação. Os pais não devem esperar pela aprovação do vizinho e parente. Devem agir com conforme alguns princípios em matéria de educação sexual. Se a criança pergunta diante de estranhos é que não considera as questões sexuais algo vergonhoso.  

    Negar-lhe a resposta, iludi-la ou repreendê-la por causa disso é incutir na criança receio de voltar ao assunto e alertá-la para a desconfiança.

    Passará a desconfiar que o assunto não seja bem vindo entre os adultos, que deve haver algo de errado nesta parte do corpo, que precisará informar-se com os colegas para saber a verdade. 

PRÓPRIAS

    As respostas devem condizer com a idade da criança.

Isto não quer dizer que haja uma idade determinada para responder a certas perguntas. Apenas deve-se usar linguagem própria e acessível. As respostas devem ser imediatas, ainda que nos pareça que a pergunta seja um tanto precoce. Hoje em dia, as perguntas surgem mais cedo que pensamos. Algumas vezes julgamos que a pergunta seja precoce e não percebemos que estamos com medo de responder. Achamos que é precoce e assim fugimos da responsabilidade.

    Se a criança não fizer perguntas, que coisa muito difícil, será necessária circunstancias, como uma nova gravidez da mamãe, da vizinha, da tia, para despertar a curiosidade ou ate mesmo aguçá-la. Nestes casos não bastam frases genéricas e abstratas, como “você terá um novo irmão”, ou a “mãe vai comprar um irmão”. Estas frases não servem porque encerram conceitos que geram equívocos na cabeça da criança. A criança só aprende por fatos e situações, isto é, por experiência. Seria aconselhável tomar a mão do menino e colocá-la sobre o ventre da mamãe para que sinta o volume tenha uma vivencia concreta da realidade.

    Se ainda não perguntar, então diga-se em palavras claras e precisas o que já comentamos anteriormente.

    As mães que, ingenuamente, acham que a criança de 3 ou 4 anos não se dá conta da gravidez. Não falam do assunto. Os adultos têm certa vergonha da gravidez por causa de sua vinculação com a genitalidade. Mas tanto a gravidez quanto a genitalidade são expressões positivas da vida. Devem ser respeitadas e devidamente comentadas com simplicidade e franqueza.

    Outra coisa importante dentro dos assuntos que estamos tratando é o da AMAMENTAÇÃO.

    Parece estranhos tratarmos deste assunto dentro da matéria que nos propomos nesta série de colunas. Mas este assunto faz parte importante do desenvolvimento do individuo, e mais, que aborde o assunto de maneira às simples esfera da sexualidade.    Desejamos estender um pouco o assunto e chamar a atenção para os pontos positivos desta arte, e desfazer certos tabus e equívocos que persistem na mente de muitas mães e pais. E, naturalmente. O grande motivo para introduzirmos este assunto é que ele se relaciona com a educação sexual da criança, não educação por palavras, mas por um gesto de amor. 

 

   

AS PERGUNTAS SÃO PARTE IMPORTANTE DA EDUCAÇÃO SEXUAL DA CRIANÇA

Educação e Saúde Pública

 

    Devemos considerar como uma boa resposta dos pais ou cuidadores: “Você existe porque papai e mamãe assim o quiseram, por isso se casaram e vivem juntos. Nós dois fizemos você”.

    Uma vez que a pergunta é apenas existencial e não biológica, a criança se satisfaz com esta resposta. Sabe, portanto, que é produto do desejo, amor e união dos pais. Nós pais é que fantasiamos demais “achando” que a criança quer sabe mais do que realmente ela quer saber.

    Uma resposta mais detalhada poderia ser dada nestes termos: “Você está este ano maior que no ano passado”. Não é verdade? Isto é porque você cresceu. As pessoas que desejarem um filho têm que fazê-lo crescer.

    As crianças começam a crescer dentro do ventre da mamãe. No principio era apenas uma sementinha. Era muito pequena, tão pequena que não dava para ver. Esta sementinha estava dentro da mamãe e ela se transformou em você. Assim cresceste até estar suficientemente grande para sair de dentro da mamãe. Quando sais-te de dentro da mãe podias já suportar o frio e não precisava ficar lá dentro protegida.        

    Muitos psicológicos acham que se deva usar a palavra ventre materno. Isto porque a palavra barriga – que poderia ser usada – está associada, na mente da criança, ao sistema digestivo e, sobretudo as dores intestinais. Aqui é também uma boa hora de falamos do “umbigo”. 

    Seria ótimo se a explicação pudesse ser dada na presença de uma mulher grávida para que a criança pudesse perceber o tamanho grande do ventre. Mas se isto for impossível dê-se a explicação em termos simples e precisos.

    Uma segunda pergunta que é feita: “COMO SAI?”

    De acordo com a lógica da criança ela quer saber como ela esta ali fora. Se a criança já souber da existência da existência do orifício genital feminino, basta dizer que quando o nenê em condições de sair, ela pressiona de dentro para fora e o medico e a parteira ajudam a tirar. Se ainda desconhecer a existência do orifício genital feminino, é hora de dizer-lhe. Podemos dizer que o processo este se chama parto e é importante a ajuda do médico por este motivo a mãe vai para a maternidade – hospital.

    Destaco que normalmente a criança se contenta com uma resposta simples sucinta e verdadeira. Não se interessa por grandes detalhes.   

 

    COMO ENTREI?

 

    Esta pergunta é sempre mais temida pelos pais. A informação pode aproximar-se do seguinte: “Quando o pai e a mãe desejam nenê, p pai coloca com se pênis um pouco de liquido na vagina da mãe. Este líquido se junta a outro liquido da mãe e formam o começo bem pequeno da criança”. Muitos são contrario a este tipo de resposta.  Preocupam-se os pais que dão este tipo de resposta as crianças que elas queiram logo experimentar a fazer nenê. A preocupação é justa, mas devemos ter claro que pó coito não resulta da mera informação, mas sim da maturação biológica do organismo do indevido.  

    Mas temos que ter claro que de qualquer forma esta pergunta acabará vindo. Devemos ter claro se vale à pena esconder da criança que faz este tipo de pergunta a verdade, deixando que ela fantasie sobre o assunto. Acredito que lhe falar de forma acessível e adequada ainda é o melhor.

    Devemos ter claro que a inocência não consiste na ignorância, mas na pureza do conhecimento.  Outra resposta que poderia ser dada, apelando para analogias e introduzindo o assunto forma mais direta: “Já lhe falei que você se formou de uma sementinha. As flores também nascem de pequenas sementes. Mas você que saber como a semente entrou no jardim para daí nascer à flor, o pai tem que plantar uma semente dentro da mãe.

    O nenê precisa de um lugar quente e confortável para crescer quando está ainda muito pequeno. Então o pai coloca sua semente na mamãe que juntas às sementes formam o nenê. Todas as crianças têm um pai e uma mãe. É da sementinha do pai e da mãe que forma os bebês”.  

     Em geral esta resposta provoca uma pergunta na mesma linha: Como papai colocou a sementinha na mamãe? Pode-se continuar respondendo: “Quanto à gente gosta de alguém, quer sempre ficar junto e beijá-lo. Quando o rapaz gosta da moça, os dois se casam. Isto quer dizer que moram na mesma casa e dorme na mesma cama. E então, porque se gostam muito, eles se aproximem muito e o pai coloca seu pênis dentro da vagina da mãe. É ai que passa a sementinha do papai para o corpo de mamãe”.

    A ordem das perguntas pode não ser esta. A criança pode também fazer outras perguntas laterais, pedindo maiores esclarecimentos de um ou outro detalhe. É bom não fugir do cerne da questão, aproveitando um ou outro comentário lateral, mas aproveitar a oportunidade para esclarecê-la com exatidão. As perguntas podem ser diferentes, mas a questão fundamental abarca estes três aspectos que requerem explicação

 

 

 

COMO A CRIANÇA VÊ O CORPO DA OUTRA

Educação e Saúde Pública

 

 

A curiosidade das crianças não se limita ao próprio corpo. Deseja saber como é o corpo dos demais. Se não conseguem vê-lo em situação natural e franca, vão espiá-lo.

Surgem conflitos na família quando os pais surpreendem o menino ou menina baixando as calças ou levantando as saias de amiguinhos ou amiguinhas. Entram em atividades de novo, as idéias generalizadas dos adultos e supõem ser a criança moralmente depravada.

Para isso a curiosidade insatisfeita e conflitos dentro de casa, bastam que até três ou quatro anos os irmãozinhos de sexos diferentes tomem banho juntos e vejam quando se do banho e trocam as fraldas do bebê, dando-lhes as explicações necessárias sobre as diferenças e características sexuais.

Se for menina não se recomenda dizer que ela não tem “pipi”, mas que ela tem um orifício próprio como todas as meninas e mulheres e que este orifício é diferente daqueles de fazer cocô.

Pelos cinco anos os meninos deveriam poder ver seu pai e as meninas sua mãe nus no banho para tomarem conhecimento das características anatômicas dos adultos.

Não se trata de exibicionismo, mas de aproveitar naturalmente os instantes propícios da vida familiar. Não se trata de estabelecer habito, mas de dar, mas de dar uma informação visual.

Quando a criança surpreende os pais despidos não se deve fazer disso um escândalo, mas sim aproveitar o fato para que a informação visual se dê com naturalidade.

Por eventualidade se a criança fizer perguntas, devemos responder com calma naturalidade e veracidade.   

 

AS PERGUNTAS SÃO PARTE IMPORTANTE DA EDUCAÇÃO SEXUAL DA CRIANÇA

 

Sabemos que todas as crianças fazem muitas perguntas sobre diversos assuntos. Da mesma forma sabemos que as perguntas que versam sobre o sexo são as que mais preocupam. Muitas vezes levam os pais a muita preocupação e até certo desespero, pois se encontram despreparados para dar as respostas.   

Normalmente as perguntas têm curiosidade concreta e seria bom que as respostas se ativessem a essas curiosidades. Normalmente estas perguntas são do tipo: “de onde vim”, “como saí”, “como entrei”.

DONDE VIM - É importante que os pais tenham presente que esta pergunta não tem motivação sexual e sim que as crianças neste momento querem saber sobre sua origem.

 A versão mais comum é que foi trazida pela cegonha. Precisamos entender a maldade que contém esta resposta. Em primeiro lugar a cegonha é um pássaro desconhecido de nossas crianças, logo então esta forma de expressar o nascimento da criança é vago e impessoal. Faz com que a criança se sinta negada na relação com os seus pais, e o fato de serem eles os autores de sua vida. Afirma a criança como um produto acabado, negando o processo sublime da gravidez.

Omitindo deliberadamente a participação da mãe como gestante, do pai como fecundante e do casal, nega-se à criança a noção básica de que é parte de uma família que tem continuidade. Pai, mãe, avô, avó etc. Como podemos ver a história da cegonha é a versão mais cruel que se pode oferecer a uma criança que pergunta sua origem. São de pouco amor também as respostas de que a criança foi “encontrada” numa cabeça de repolho ou no rio. Assim como dizer que o médico ou a parteira trouxe, isso da à impressão, a criança, de que ela veio de uma valise ou maleta.

Estas condutas erradas dos pais nos mostram sua falta de informação e ate formação. O correto é termos uma explicação que expresse o amor de geração, a própria relação sexual como um pecado, vergonhosa, um mal necessário. Esta forma de explicar denota certo horror, dos pais, de que a relação sexual é quem deu origem a este ser fecundado no ventre da mãe.        

A explicação de que foi trazido por uma cegonha satisfaz a criança quanto às especulações naquele momento, mas ela se sente enganada e que lhe estão ocultando algo, lhe criando um nível de angústia.  

Na semana que vem vamos abordar como deveria ser esta resposta.

 

 

CURIOSIDADE SEXUAL DA CRIANÇA

 

A família deve ser entre outras coisas, uma instituição sexual responsável. Esta condição deve ser sempre clara e perceptível pela criança, que deve ver, de modo constante, que os pais formam um casal afetuoso. O casal deve dispensar atenção mutua e manter uma comunicação carinhosa. Deve ser visível que existe uma intimidade e comunicação real e profunda.

Não deve o casal manter uma discrição excessiva, evitando beijar-se ou abraçar-se diante dos filhos. Atuam como se não fossem seres sexuais, ou fingir não sê-los.

Além da atitude amorosa deve s acriança perceber que o casal dos pais desfruta de privacidade, isto é, que tem dentro de sua casa certo um mundo próprio. Este mundo vem representado pelo quarto do casal. A criança deve ficar sabendo que este recinto pertence só aos pais e que deve pedir licença para nele entrar. Que o lugar ao lado da mãe na cama, pertence só ao pai.

Acontece com freqüência, que levamos a criança para nossa cama sob qualquer pretexto e isso é muito prejudicial para a educação, fazendo com que ela descobre o pretexto para ir para a cama dos pais. Não estou afirmando que por vezes a criança possa ir ter momentos na cama do casal, mas na ausência do pai ou da mãe não devemos fazer com isso seja o motivo. Da mesma forma o filho do casal deve reconhecer as diferenças corporais dos pais.

Existem correntes sexológicas que aconselham que nos pais devam permitir nossos filhos conhecerem, desde pequeno, as diferenças convivendo com a nossa nudez. Mas na verdade uma boa estratégia seria que “esqueçamos”, de vez enquanto a porta do banheiro aberta para que os filhos de mesmo sexo nos surpreendam nus.       

Ditar uma norma de conduta ou simples sugestão, que valha para todos os casos ou famílias de diferentes correntes culturais, seria um conta-senso. Há povos e costumes, tradições e conveniências que regularão esta questão. Na nossa sociedade a intimidade faz parte da vida sexual. A intimidade deverá fazer parte do pudor do casal. Romper de uma hora porá outra esta tradição familiar estabelecida corre o risco de ser um exagero.

A naturalidade intencionada poderia transformar-se em um despudor. Sendo que é claro, devemos ver e entender o valor que a nudez tem em cada casa. Com isso queremos dizer que o comportamento deve ser elástico, adaptável e relativo, portanto não defendo uma posição como a mais certa.

Existem famílias onde se despir e se vestir sem maiores preocupações é a rotina, mas já em outras, a privacidade e o recato predominam. Isso nos mostra que a educação sexual vai prender-se a certas regras reguladas por fatores familiares.

Não importa o modo, importa que a formação sexual da criança não se veja prejudicada pelo segredo demasiado nem pela crueza chocante de informações e convívio.                          

 

 

 

ETAPAS QUE CONFORMAM A SEXUALIDADE INFANTIL

Educação e Saúde Pública

 

A sexualidade existe no organismo infantil desde o nascimento, ainda que não se manifeste nas regiões genitais. Passa por um ciclo de maturação com etapas definidas que ocorrem no decorrer dos anos de crescimento da criança. No decorrer destas etapas é necessário seguir-se regras de educação que devem ser aplicadas com consciência por parte do adulto. Sabemos que existem definidas quatro etapas ou fases das quais nos referiremos somente a três delas, pois é o que nos propomos a descrever. É a fases orais, anal, e fálica.

 

FASE ORAL

O primeiro lugar que se manifesta é a boca. É através dela que o bebê entra em contato com a mãe, o alimento e o meio ambiente. Durante o primeiro ano de vida a criança que se alimenta exclusivamente ou principalmente de leite, necessita chupar e deve chupar. Os novos alimentos parecia haver eliminado ou reduzido o período da latência ou amamentação. A nova pediatria e educação sexual dão sentidos mais amplo e profundo à latência.

O que é amamentar? Quando a mãe oferece o seio ao filho não apenas lhe dá a comida adequada, mas também o calor de seu seio, o contato com sua pele, o regaço formado por seu busto e braços e lhe dirige, muitas vezes, palavras de carinho e satisfação. A criança que mama deve receber comida, afeto e segurança, eis a razão da necessidade da amamentação. A mãe deve permitir que o filho chupe o peito com freqüência.

Além do seio materno a criança tem a chupeta, a mamadeira e mesmo o dedo para chupar. Não se deve impedir que a criança chupe, pois o cumprimento dessa função esta contrariando a maturação sexual.

A sucção do dedo polegar – em geral o polegar por este ser anatomicamente mais cômodo de levar a boca que passa a ser um gesto habitual. Observou-se, em radiografias, que a criança o faz já antes de nascer. São errados os pais tentarem tirar este hábito de seus filhos antes de um ano de idade. A criança leva à boca todo objeto que encontra e chupa o dedo porque necessita. É um exercício vital. É preciso facilitar-lhe esta tarefa através de objetos adequados e higiênicos.

Esta etapa termina por volta do primeiro ano de vida, quando então a chupeta, mamadeira, etc. devem ser eliminadas. Poucos pais suspeitam que prolongando esta fase até 3 ou 4 anos estão contribuindo para o retardamento evolutivo da criança. Isto repercutirá negativamente no futuro, pois se é errado impedir que chupe também é errado permitir que chupe em demasia.

O normal, no processo da evolução maturativa, seria que a criança não mais chupasse o dedo e outros objetos depois de completar um ano.