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Tenho Dito Zilka Jacques nunesjacques@hotmail.com |
Avanço do comércio sobre a calçadas
Li no JC um comentário sobre a urgência de aprovação
do plano diretor para acabar com irregularidades que ocorrem em Torres.
Chamou-me atenção, e sobre ela posso falar com propriedade, a notícia de que os
estabelecimentos comerciais localizados nos fundos da Estação Rodoviária ocupam
as calçadas, deixando pouco espaço para os pedestres. Ocorre que na ocasião da
primeira ocupação feita, a Rodoviária solicitou que a fiscalização da prefeitura
pedisse a retirada das mesas e cadeiras da calçada. Para surpresa, foi alegado
na ocasião que, na verdade, não existia calçada, pois este passeio fazia parte
do prédio, estando recuado do alinhamento da rua. E que a calçada nunca havia
sido feita para permitir que os carros, em seu lugar, pudessem estacionar .
Desta forma, mesmo com pesar, temos que admitir não haver irregularidade na
ocupação, como sugerido na matéria veiculada.
Porém, se houvesse bom senso, os comerciantes poderiam deixar um espaço para os
pedestres circularem e, ao mesmo tempo, organizar uma fachada similar para
todos, limpa de faixas e outros que tais. Afinal, estão num lugar privilegiado,
pois que por ali circula muita gente. E será sempre assim enquanto estiverem
anexos a uma rodoviária.
Se cada um de nós fizer a sua parte, respeitando os espaços alheios, tudo
ficaria melhor. Por outro lado, se a administração pública usar de seu poder e
de iniciativa para melhorar a qualidade dos seus serviços, seria um grande
avanço para a comunidade.
Zilka Jacques
SABER ENVELHECER
Assisti, numa rádio local, a Cultural, “Elas por Elas” o programa das gurias, minhas amigas, e que está fazendo sucesso, cujo assunto era “saber envelhecer”. Um tema interessante que contribui para conscientizar que velhice nada tem a ver com idade. Que podemos e muito, ainda colaborar para o desenvolvimento desta cidade tão querida.
Sei que estou envelhecendo sem ficar velha porque acordo todos os dias pensando que o melhor da minha vida ainda está por vir. Que de tudo que já aprendi e vivi, ainda posso realizar e aprender muito mais.
A sociedade está cheia de idéias antiquadas sobre as pessoas com mais de 60 anos,que elas são frágeis, estão perdendo o bom senso, são mal-humoradas, fora da realidade, não têm nenhum interesse por sexo. Estas idéias fazem parte de um modelo de velhice e, se a gente der ouvidos, elas nos privarão da capacidade de viver a vida como desejar.
Então o primeiro passo para envelhecer e não se sentir velho é se ocupar, fazer algo que nos motive a sair da cama. Outra idéia é ficar em forma, saudável. Prevenir doenças, cuidar da saúde.Que coisa boa desfrutar de aventuras e novas experiências. Viver de modo independente, cada dia com emoção e propósito.Ter bons relacionamentos, muitos amigos. Redescobrir a vida espiritual.
Particularmente, interiorizo estas intenções porque convivo com pessoas que compartilham deste mesmo modo de ver a vida. Tanto minha família, quanto amigos estão relacionados com um tipo de vida criativo e empreendedor. Já me perguntaram porque fiz tantos cursos e tão diversificados. É porque tenho sede de aprender e apesar do tempo vivido ainda pretendo aprender mais e, se possível,trabalhar e colaborar, cada vez mais, para me sentir útil.
Transcrevo a citação de Doris Lessing, 96 anos, candidata ao senado americano que diz: O grande segredo que todas as pessoas idosas compartilham é que você na verdade não mudou em setenta ou oitenta anos. Seu corpo muda, mas você não muda nada. Isso, claro, cria grande confusão.
Assim, vislumbro para nós, uma vida, rica, louca, audaciosa, apaixonada,brilhante, e de entrega. Mais do que qualquer outra geração do mundo moderno, nós temos a possibilidade de moldar o futuro. Nossa geração tem os números, a experiência e a sabedoria. Tudo o que precisamos é o desejo.Nosso segundo início está nos esperando. Vamos busca-lo.
Até a próxima!
PS: Turismo voltado à terceira idade seria ótimo para Torres. Eventualmente direi porque.
O PODER PROVISÓRIO
Li, nesta semana, declarações do vereador Gimis considerando pertinentes diante de tanta malandragem que ocorre no país a respeito da fidelidade partidária. Vivemos num momento de total falta de ética para alcançar o poder onde poucos se importam com a linha de conduta a seguir, seus ideais políticos, de que forma foi eleito, que base política, ou seja, que partido o elegeu. Ser um político não é emprego, não é concurso, não é cargo vitalício. É o uso do poder provisório. Em benefício do coletivo
Estamos nos distanciando cada vez mais do verdadeiro papel dos representantes do povo, É só ver as notícias divulgadas diariamente na imprensa. O assunto que norteia os noticiários é sem dúvida a corrupção generalizada. São denúncias e CPIs, que afloram numa tentativa de salvar a pátria., na tentativa de desmascarar e punir culpados. Enquanto isso longe do civismo e do bom senso a prática das safadezas políticas continua a todo vapor. Quer dizer, eu estou no poder,não me interessam os valores, faço o que quero. E no momento que é “descoberto” oficialmente, cadê o poder do fulano, o respeito, a sua representatividade. Cai tudo por terra, sobram denúncias, ofensas e, muitas vezes, nada acontece ao sujeito a não ser o esquecimento. E a sociedade, pasma, se acostuma com as barbaridades e vê o descumprimento das leis se tornando atos normais e passíveis de impunidade.
É isso aí, hoje acordei saudosa de outros tempos, de outras batalhas. São as mudanças que nos ocorrem. E observo Torres, mudando, crescendo, cheia de boas energias e esperneando para que definam seus espaços físicos. Está se esgotando o prazo E o plano diretor? Vamos trabalhar.
Até a próxima!
PS: Vocês já contaram quantos carros a mais circularão por aqui quando os novos “espigões” estiverem prontos? Pobres de nós e de nossos filhos.
OS NOVOS PECADOS
Diante da publicação dos “novos pecados” inseridos no contexto da igreja católica, fico a pensar sobre esses argumentos que revelam uma absoluta fragilidade do poder religioso. Torna-se necessário criar novas barreiras impondo às massas esse lado negro do absolutismo. O que se quer provar? Que as crenças dominam todas as culturas da humanidade? Que a fé religiosa é necessária para que tenhamos valores morais justificáveis?
Acredito que a maioria de nós já viu o suficiente para saber que uma compreensão adequada da magnificência de um mundo real, mesmo sem jamais se transformar numa religião, é capaz de preencher o papel de inspiração histórica ,e inadequadamente, usurpado pela religião. Enfim as pessoas acordam e percebem as incoerências e contradições ditadas em nome de Deus.
Esses novos pecados que o Vaticano impôs, não tem nenhuma conexão evidente com religião. Existe um consenso sobre o que consideramos certo ou errado. A maioria de nós repete o mesmo consenso liberal e amplo de princípios éticos. Não provocamos sofrimento desnecessário, não fazemos aos outros o que não queremos que façam conosco. Alguns bons princípios podem ser encontrados em livros sagrados, mas enterrados junto com um monte de coisa que nenhuma pessoa decente gostaria de seguir.
Então quais seriam as regras e não pecados para distinguir os bons princípios dos ruins? Expressando nossa ética consensual na forma dos “novos dez mandamentos” e que já rolam na internet .Sinal dos tempos em que vivemos. Eis alguns deles:
Não faça aos outros o que não quer que façam com você.
Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal.
Trate os outros seres humanos,as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade e respeito.
Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento..
Sempre tente aprender algo novo.
Jamais se autocensure ou fuja da desistência; sempre respeite o direito dos outros de discordar de você.
Questione tudo.
O que importa ,não é só a tentativa simpática de resumir os princípios de bem hoje em dia. O que interessa é que esse é o tipo de lista que qualquer pessoa decente elaboraria. Resumindo: não precisamos viver e morrer na mira do pecado.
Até a próxima!
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NO CAFÉ
Ontem conforme o combinado,depois do trabalho, rumei para o Café a fim de rever os amigos e comentar as novidades que pipocam na cidade. É sempre muito bom esse tipo de encontro, onde a gente interage e se chega a um denominador comum.É o nosso senadinho.Houve um certo atrazo de alguns o que me fez imaginar que não estávamos na mesma sintonia.
Esperei a turma. Esperei uma chamada telefônica. Uma espera ansiosa no Café. Uma espera pode ter o gosto amargo do café ou os saudosos aromas de uma cozinha. Sombras de uma xícara de café. E pensei. Quantos passos já passaram por esse caminho?
E observei as pessoas,na maioria mulheres. Elas falavam. Elas fumavam. Elas suspiravam. Elas tomavam café. Elas riam. Elas usavam rosa e suas vozes soavam gralhas. Outros passos passavam. Calças justas, pretas. Os assaltos do passado, saltos do sapato, da hesitação. Da saia curta, do beijo no rosto, do passador no cabelo.
Dezoito horas e nós esperando. Esvaziei a alma em uma xícara de café. Derreti meu recheio. Verti água fervente e escaldei a memória. Lembranças. Melancolias oxidadas. Segredos sem respostas. E observava. Um pedaço de asfalto. Uma pedra. Cadeira. Xícara. Pires. Mesa. Relógio.Mulher de casaco verde com pregador de prata. De tão distraida não percebi que o pessoal foi chegando e o grupo se completou. Aí ficou tudo bem. Cada um queria falar mais que todos. Notícias do que houve e do que está acontecendo. Nossos sonhos e promessa de continuar a dar o máximo de nós para que haja a tão desejada qualidade de vida nesta cidade onde escolhemos para viver.
Esses encontros são pérolas raras.
Até a próxima!
DE OLHOS BEM ABERTOS
Aproxima-se o momento onde haveremos de escolher, através do voto, aqueles que irão ocupar os cargos eletivos na nossa Torres. É hora de ação, de procurar saber as propostas de governo de cada candidato e a viabilidade delas. Temos obrigação de questionar nossos destinos.
A vida se apresenta para todos com possibilidades múltiplas. Muito depende da escolha que se faça em certos momentos a que poderíamos chamar de decisivos. Cada encruzilhada se apresenta aos nossos olhos como uma tabuleta que indica o destino de diversas rotas. Alguns acreditam que a melhor maneira de determinar os passos a seguir é fechar os olhos e deixar que os sentimentos impulsionem os pés em busca de um horizonte desconhecido. Mas a consciência nem sempre será conselheiro imparcial. Assim como o imã da bússola pode desviar-se, conforme a carga do navio, acontece também que a consciência pode refugiar-se na conveniência. Sentimos-nos tentados, na maioria das vezes, a seguir a multidão, ao invés de arrostar com as dificuldades que possamos encontrar na estrada verdadeira. Lembrei do escritor espanhol Mariano de Lara que disse:”raras vezes nos persuade a verdade de maneira que não nos agrade”. Preferimos as verdades que nos sejam mais convenientes e até os erros, quando estes forem aceitos pela maioria.
A verdade tem seu valor totalmente independente do número das pessoas que a defendem. As maiorias têm significação política que tende a conduzir à demagogia. Os programas e projetos políticos que vemos, em busca da verdade, da ordem,da liberdade,da riqueza, da felicidade...tem encontrado miragens. E os tipos de campanhas que não mais atingem nossos ouvidos, porque tudo parece condenado a uma perpétua, a uma irremediável frustração quando se trata de encontrar fundamento para a realidade em que vivemos.
Portanto sejamos exigentes quanto à qualidade de nossos candidatos.Que sejam preservadores do bem comum e que olhem com inteligência para a execução dos projetos prioritários para o desenvolvimento da cidade.
Até a próxima!
SALDOS DE VERÃO
É março.Torres inicia seu silêncio. O povo foi embora. Seja turista, veranista, visitante, todos se foram.E agora? Quais os projetos de melhorias na cidade que serão executados? Será que continuaremos com o desenvolvimento das atividades culturais que fervilhavam em janeiro e fevereiro? Continuo afirmando que uma cidade turística carece de envolvimento, tanto da administração pública, quanto da comunidade durante o ano todo. Nada de arrumar a casa só para quando temos visitas.
Agora é a hora da prestação de contas. Vamos lá. Nada foi feito e o pior,nem dito sobre o Parque da Guarita. Nada foi feito, nem dito sobre a segunda fase da operação “tapa buracos” onde a prefeitura deixaria em condições trafegáveis as ruas de maior acesso. Um exemplo é a via pública que serve como corredor de ônibus e que circunda a Rodoviária.
É uma vergonha. Completa omissão e falta de boa vontade. Ou será falta de poder político. Quais são as prioridades desta gestão? Fazer projetos e engavetar depois?Nada de plano diretor. É só bla, bla, bla. Enquanto isso , o tempo vai passando e o povo esperando.
O que dizer sobre a beira do Mampituba, mais precisamente a área que faz divisa com os fundos da Sapt. Ali, na promessa de uma praça, foram arrancadas as árvores, revirada a terra e até o momento aquele lugar está a ver navios.
Tentei em nome dos meus direitos de cidadã marcar uma audiência com o sr.prefeito.Consegui. Viva, pensei,lá vou eu. Cinco da tarde,horário marcado.Compareci, o prefeito não.
Por enquanto é só. Acordemos, pois está chegando a hora de eleger nossos representantes.
Até a próxima!